Três preciosidades de Mauricio de Sousa


Há cinquenta anos, os personagens de Mauricio de Sousa já eram bem conhecidos do público, pois suas tiras eram publicadas em mais de 300 jornais em todo Brasil. Também saiam em suplementos infantis como a  Folhinha, que o desenhista ajudou a criar em 1963 juntamente com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, para a Folha de S.Paulo.

Antes porém, em 1960, eles ganharam as páginas de duas revistas de histórias em quadrinhos – Zaz Traz e Bidu –, lançadas pela Continental, editora capitaneada por Miguel Penteado e Jayme Cortez.

Mas, em 1965 as criações do Pai da Mônica partiram para novos vôos. Foi neste ano que a Editora FTD lançou três livros infantis com diversos personagens do Mauricio. Era a estréia da turminha criada pelo desenhista num outro formato, que iria além dos quadrinhos. Piteco, Penadinho, Astronauta, Zé da Roça e Chico Bento foram os personagens escolhidos para essa nova empreitada.

Além deles,  Niquinho, um personagem totalmente desconhecido hoje em dia, foi o protagonista da história A Caixa da Bondade, que deu nome a um dos livros. O surpreendente é que essa aventura foi desenhada com um traço completamente diferente do estilo de desenho de Mauricio de Sousa (como se pode ver na imagem ao lado).

Cada livro trazia duas historinhas. O já citado A Caixa da Bondade trouxe também uma aventura do Chico Bento. O Astronauta no Planeta dos Homens Sorvete veio acompanhado do Zé da Roça e o Dragão que Não Existia. Já o livro do Piteco veio também com a história do Penadinho Contra o Caçador de Cabeça.

Os livros tinham tratamento luxuoso para a época: capa dura, formato grande (18,6 x 27,7cm) e 68 páginas. Cada página tinha uma grande ilustração e um pequeno texto. A história do Penadinho era um pouco diferente, com textinhos na página da direita e desenhões na esquerda. Além disso, a maioria desses desenhos tinha balões, como nos quadrinhos. 

Infelizmente esses livros são raríssimos e não são facilmente encontrados, mesmo nos melhores sebos. Mas isso promete mudar em setembro. A WMF Martins Fontes vai lançar, num único volume, as seis histórias clássicas, recuperando preciosidades que estavam perdidas no tempo. É um belo presente para Mauricio de Sousa, que faz 80 anos em outubro, e também para seus leitores e admiradores. Pequenos ou grandes.

O livro trará um extra bem bacana: uma entrevista com o criador da Turma da Mônica realizada por Sidney Gusman, responsável pelo planejamento editorial da Mauricio de Sousa Produções.

Sem dúvida, uma boa notícia para os leitores de todas as idades que curtem o trabalho de Mauricio de Sousa e, especialmente, para aqueles que o acompanham desde a década de 50.

A turma da Mônica na Suécia


Você conhece Glada Gänget? Os personagens são absolutamente familiares, mas o nome, não. E agora? Nada como consultar o Google Translate para nos ajudar nessa missão nada impossível para descobrirmos que Glada Gänget na mais é do que a tradução de Gang Feliz, ou Turma Feliz! Este é o nome dado para a Turma da Mônica na Suécia. O primeiro número da revista foi publicada há 38 anos, em 1977.

Também é muito legal conhecer o nome que os suecos deram para alguns dos personagens da turminha criada pelo nosso Mauricio de Sousa: Monica é Monika (essa é fácil); Cebolinha é Robban; Cascão é Smutsus; Magali é Pysan; Bidu é Bitsy; Floquinho é Moppen; o elefante mais amado do Brasil é Flumbo; e o Horácio é chamado de… Amfibio.

Para matar saudades do início da turminha, publicamos acima a capa do segundo número da revista Mônica, que chegou às bancas do Brasil em junho de 1970, lançada pela Editora Abril (que estava completando 20 anos de sua fundação).

Ao lado, Cebolinha e Cascão em um dos diversos momentos “sem noção” do galoto que tloca os “eles” pelos “eles”. E abaixo, um momento romântico entre Jotalhão e Rita Najura. O amor é lindo!

[Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução: basta clicar nelas.]

Aproveite que você está lendo este texto e CLIQUE AQUI para ler uma ótima entrevista que Mauricio de Sousa concedeu ao Jornal da ABI em 2012, nesta que era uma publicação mensal distribuída para jornalistas.

Cronologia dos Quadrinhos: lançamento!


Depois de alguns meses sendo adiada, finalmente foi lançada a edição especial do Jornal da ABI totalmente dedicada aos quadrinhos. É o número 362, que publica a segunda parte da Cronologia dos Quadrinhos iniciada na edição 348, onde foram publicados os principais eventos da nona arte até 1949. Nesta segunda edição, além da cronologia chegar ao ano de 1977, o leitor poderá conferir uma ótima entrevista com Mauricio de Sousa e outra com Floriano Hermeto, o cultuado desenhista que assinava FHAF e entrou para a história dos quadrinhos brasileiros pelo trabalho que realizou em apenas cinco histórias da revista O Judoka, da Ebal. A publicação também presta uma justa homenagem a Adolfo Aizen e a Jayme Cortez, pilares das hqs no Brasil.

O Jornal da ABI 362 – Cronologia dos Quadrinhos, Parte 2, que pode ser folheado virtualmente pela internet (clique no link), será lançado no Rio de Janeiro no dia 9 de fevereiro (próxima quarta) na Livraria da Travessa do Leblon a partir das 19h30min. O convite está aí embaixo. Clique nele para ampliá-lo.

Ficha técnica
Editores: Maurício Azêdo e Francisco Ucha
Projeto gráfico e diagramação: Francisco Ucha
Edição de textos: Maurício Azêdo
Pesquisa e redação: Francisco Ucha, Otacílio d’Assunção e César Silva (pesquisa)