Billy Batson grita “Shazam!”

Captain Marvel
O Capitão Marvel foi criado em 1939 pelo desenhista C. C. Beck e pelo roteirista Bill Parker e publicado pela Fawcett Comics até 1953. Sua primeira aparição aconteceu no segundo número da revista Whiz Comics, de fevereiro de 1940. Ou seja, apenas oito meses depois de o Super-Homem fazer sua estréia na revista Action Comics número 1, de junho de 1938. Mas era uma ideia criativa que cativou a garotada que lia os comics americanos, afinal eles se identificavam com o adolescente Billy Batson que, ao gritar a palavra “Shazam!”, se transformava num homem superpoderoso, que podia voar e era indestrutível. O Capitão Marvel irrita a National Comics (atual DC Comics), que move um processo acusando a concorrente Fawcett de plágio. A briga se arrastou por dezesseis anos na justiça, até que em 1953 a editora parou de publicar o personagem.

O Capitão Marvel fez tanto sucesso que em 1941 e 1942 surgiram, respectivamente, mais dois super-heróis que fariam parte da “Família Marvel”: o Capitão Marvel Jr. e Mary Marvel. Freddy Freeman, o alter ego do Capitão Marvel Jr., era deficiente físico e precisava de muletas para andar. No Brasil, o Capitão Marvel foi publicado em revista própria durante os anos 1960 pela Rio Gráfica e Editora (RGE).

Anúncios

Batman 241: uma edição histórica

Batman 241- Desenho de Neal Adams
Estes cinco papeis de parede foram feitos a partir de imagens publicadas na revista Batman 241, da DC Comics, publicada em maio de 1972 nos Estados Unidos. O wallpaper acima foi feito a partir da capa desenhada por Neal Adams. Os três de baixo foram feitos a partir das páginas da principal história da revista, que foi desenhada por Irv Novick e Dick Giordano.
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
O wallpaper abaixo é a representação do batmóvel desenhado pelo criador do Batman, Bob Kane. Para saber mais sobre esta edição da revista Batman e ver estas páginas completas, exatamente como foram publicadas originalmente (incluindo a capa), visite este link.
O batmóvel de Bob Kane
Para baixar estes papéis de parede, basta clicar em cada um deles, e a imagem aparecerá em ótima resolução para você usar em seu computador.

A turma da Mônica na Suécia


Você conhece Glada Gänget? Os personagens são absolutamente familiares, mas o nome, não. E agora? Nada como consultar o Google Translate para nos ajudar nessa missão nada impossível para descobrirmos que Glada Gänget na mais é do que a tradução de Gang Feliz, ou Turma Feliz! Este é o nome dado para a Turma da Mônica na Suécia. O primeiro número da revista foi publicada há 38 anos, em 1977.

Também é muito legal conhecer o nome que os suecos deram para alguns dos personagens da turminha criada pelo nosso Mauricio de Sousa: Monica é Monika (essa é fácil); Cebolinha é Robban; Cascão é Smutsus; Magali é Pysan; Bidu é Bitsy; Floquinho é Moppen; o elefante mais amado do Brasil é Flumbo; e o Horácio é chamado de… Amfibio.

Para matar saudades do início da turminha, publicamos acima a capa do segundo número da revista Mônica, que chegou às bancas do Brasil em junho de 1970, lançada pela Editora Abril (que estava completando 20 anos de sua fundação).

Ao lado, Cebolinha e Cascão em um dos diversos momentos “sem noção” do galoto que tloca os “eles” pelos “eles”. E abaixo, um momento romântico entre Jotalhão e Rita Najura. O amor é lindo!

[Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução: basta clicar nelas.]

Aproveite que você está lendo este texto e CLIQUE AQUI para ler uma ótima entrevista que Mauricio de Sousa concedeu ao Jornal da ABI em 2012, nesta que era uma publicação mensal distribuída para jornalistas.

Sargento Rock não é moleza


Sargento Rock
 é um personagem criado pelos talentosos Robert Kanigher e Joe Kubert, cujas aventuras eram passadas durante a 2ª Grande Guerra Mundial. O personagem foi publicado pela primeira vez em 1959, apenas 14 anos depois de terminada a guerra. Em janeiro desse ano ele foi apresentado aos leitores da revista G.I. Combat #68 com o nome de “The Rock”, simplesmente. O personagem retornou três meses depois na revista  Our Army at War #81, lançada em abril. Mas foi somente na edição de junho dessa revista, no número 83, que o Sgt. Rock aparece com todas as características que o tornariam mundialmente conhecido.

Tor, uma odisséia pré-histórica

Tor, de Joe Kubert
Tor
é um personagem pouco conhecido de Joe Kubert: é um homem que vivia numa era pré-histórica bem estranha onde enfrentava inclusive dinossauros! Nos Estados Unidos chegou a ter um pequeno sucesso e foi publicado e republicado por diversas editoras, já que os direitos autorais do herói pertenciam a Kubert.

No Brasil foi um fracasso quando publicado pela Ebal, a partir de outubro de 1976, numa revista em formatinho que teve cinco edições. A ilustração acima é uma montagem com detalhes de dois desenhos publicados nos números 4 e 5 da revista.

O Gavião Negro, de Murphy Anderson


A imagem acima foi produzida a partir da capa da revista O Gavião Negro (Ai, Mocinho!), n°1, lançada pela Ebal em outubro de 1967. O responsável pela arte é o pioneiro Murphy Anderson, um dos mais importantes desenhistas dos comics americanos, que desenhou ou arte-finalizou outros grandes personagens da DC Comics, como Flash, Zatanna, Adam Strange, Super-Homem, Batman. A história, escrita por Gardner Fox, se chama Guerra Milenar (The Million-Year-Long War!). Nos Estados Unidos, essa história foi publicada em fevereiro de 1966 na revista Hawkman, n°12, editada por Julius Schwartz. Abaixo, a capa da revista da Ebal, que no próximo mês completa 45 anos de lançamento!

Pafúncio faz 100 anos

Pafúncio & Marocas - Wallpaper
O desenhista George McManus tinha talento e muita sorte. Ele nasceu em 23 de janeiro de 1884, em St. Louis, onde seu pai – um imigrante irlandês – era gerente da Grand Opera House. Aos 13 anos, o garoto só pensava em desenhar, inclusive em sala de aula. Mas o professor de George não estava nada contente com a maneira como ele se portava na escola e alertou o seu pai. Este, por sua vez, quando viu os desenhos do filho, achou que o garoto tinha jeito para a coisa e mostrou seus trabalhos para um amigo no jornal St. Louis Republic. Assim, George acabou sendo contratado para trabalhar no departamento de arte do periódico e ganhou seu primeiro emprego. Foi no St. Louis Republic que George McManus publicou, um ano depois, sua primeira tira: Alma and Oliver.

Alguns anos mais tarde ele foi ao jóquei e apostou US$ 100 num cavalo que estava pagando 30 por 1. Era um azarão. Mas, para sua surpresa, o cavalo venceu a corrida. O prêmio de US$ 3 mil que ganhou foi usado, em parte, na compra de uma passagem de trem para Nova York, onde George McManus pôde recomeçar sua carreira no New York World. Depois de criar diversas tiras, incluindo Panhandle Pete e The Newlyweds (ambas de 1914), Nibsby the Newsboy in Funny Fairyland (1906) e Spareribs and Gravy (1912), George lançaria, no dia 12 de janeiro de 1913, a historieta que o deixaria milionário: Bringing Up Father, que no Brasil foi chamada de Pafúncio. Para ler mais sobre esta criação centenária, visite este link.

As imagens que ilustram este texto podem ser baixadas em ótima resolução para embelezar o desktop de seu computador.
Pafúncio & Marocas - Wallpaper 2

O Poderoso Thor, a honra e o amor


Um dos personagens mais marcantes criados pela trinca Jack Kirby, Stan Lee e seu irmão Larry Lieber, foi, em verdade, uma adaptação da lenda nórdica do deus do trovão para os quadrinhos. Thor, filho do todo poderoso Odin, tinha uma “identidade” terrestre em sua versão inicial da Marvel, com as características clássicas de um super-herói. O personagem estreou em 1962 na revista Journey Into Mystery, número 83 (abaixo).

Depois, o lendário Stan Lee, priorizou aventuras épicas mais condizentes a um altivo deus nórdico, deixando de lado, aos poucos, seu alter ego terrestre. E esta foi uma das fases mais empolgantes do personagem da Marvel, publicada no Brasil na revista A Maior, da Editora Brasil-América (Ebal) no início da década de 70. Na imagem acima aparecem o bravo guerreiro Balder, grande amigo de Thor, e a deusa Sif, num papel de parede que fiz sobre o desenho de abertura da aventura Batalha na Terra, publicada no número 8 dessa revista, lançada em janeiro de 1971. Os heróis enfrentam a grande ameaça dos Encantadores que ousaram atacar Asgard e a Terra (Midgard) .

O fator mais emblemático dessa série de aventuras produzidas por Stan Lee, Jack Kirby e Vince Colletta, trata da honra e do amor através do soberbo triângulo amoroso entre o deus do trovão, sua amada Sif e Balder. A lealdade de Balder ao grande amigo Thor não permitia que ele se declarasse à bela Sif, paixão do filho de Odin. A certa altura, nessa história, Balder suspira ao abraçar Sif, tentando acalmá-la e pensa: “Desperta em mim um sentimento que não ouso possuir… pois Thor é mais que um irmão para mim!”.

Para fazer o download do wallpaper acima, basta clicar nele. Para baixar todos os papéis de parede do Thor publicados neste blog, clique aqui. Para ler mais sobre o Thor na Wikipedia, clique aqui.

O Jaguar 69 do Millôr


Millôr Fernandes, que tem um nome a zelar, fez uma bela homenagem a seu amigo Jaguar quando publicou na revista Veja o texto reproduzido abaixo. Isso aconteceu em 1969, ano sagrado da fundação do Pasquim. Hoje, Jaguar faz aniversário. Isso mesmo… pode cantar “Parabéns pra Você!” O cartunista que tem o traço mais brasileiro da imprensa brasileira faz aniversário de 4 em 4 anos. Por isso mesmo, ele acaba de completar 20 aninhos! Para homenageá-lo, vamos lembrar do texto do Millôr (que também já foi publicado no livro É Pau Puro! O Jaguar do Pasquim, que trazia uma seleção de cartuns do grande desenhista de humor publicados no Pasquim.

Retrato 3 x 4 de um amigo 6 x 9

Jaguar tem dois lados – o lado de lá de tarde bate sol, por isso é que sua fisionomia é toda contra-luz. Movimenta-se em vários sentidos, três deles completamente neutros, nem por isso, porém, impraticáveis. Usa bigode, mas não se vê. É patriota contratado esperando efetivação. Com as suas mãos conseguiu executar uma terceira que usa para os melhores desenhos que faz. É casado mas não acredita no inferno. Às sextas-feiras, às vezes entrando pelo sábado – é apocalíptico. Em dias de alegria fica triste mas esconde isso sob tal tumulto que sempre recebe o troféu Alegria da Festa. Tem uma filha cor-de-rosa e um filho verde nascido misteriosamente em Piraçununga, alguns anos atrás. Agora, quanto ao câncer, é a favor. Seus melhores amigos estão nas linhas transversais, mas não se importa; de vez em quando até desenha um com aquela espada. Pratica-se diariamente, por isso é que é tanto. Tem degraus, setenta e oito ao todo, mas está pensando em instalar uma elevatória. Grande coração, as dimensões do qual têm sido até exageradas – pois não transplanta. Da ponta do pé ao topo da cabeça vai toda a altura, mas nem isso o diminui. Reto quando a prumo, se curva todo ao menor elogio contrário. Tem olhos azuis, com os quais procura disfarçar seus estranhos óculos redondos. Modelo de pai, tem sido escolhido sempre como mau exemplo. Sua diversão preferida é ficar todo torcido diante dos espelhos que distorcem e fundir a cuca dos espelhos. Qualquer balança, porém, logo o desequilibra. No Banco do Brasil é considerado um funcionário bárbaro porque por onde ele passa não cresce grana. Se levanta com o sol: o difícil é ir deitar lá em cima da montanha da Gávea às quatro da manhã, depois de um pifa. Não fuma, mas, zangado, deita fumaça. Túnel rebouças foi apenas durante quinze dias pois detesta ar encanado. Quanto a Ipanema, diz sempre com orgulho: “I am a banda”. Tem trinta e seis anos, o que fica muito bem na sua idade. Como o vidro, é eternamente jovem a não ser que o arranhem. Embaça um pouco, em dias de maresia interior, mas basta uma flanela que de novo brilha e reflete. Costumo lhe dizer: “Com teu talento, Jaguar, eu não estaria aqui. Estaria em cana, nos Estados Unidos”.

As charges que ilustram esta postagem foram publicadas nos anos 70. Todas elas podem ser ampliadas em boa resolução. Basta dar um clique nelas. Quer ler mais sobre o Jaguar? Então, CLIQUE AQUI.

Naiara vira wallpaper


Graças ao leitor Gustavo Machado, que enviou para Um Blog no Planeta Mongo a quarta edição da revista Naiara, A Filha de Drácula digitalizada em ótima resolução, pudemos criar o papel de parede acima a partir da capa da publicação lançada pela Editora Taika em 1968. Você, fã de Nico Rosso, da personagem e de histórias de terror, pode baixar a imagem para embelezar seu desktop. Ao lado, o leitor aprecia em alta resolução (clique para ampliar) um quadrinho da 25ª página da história A Teia Diabólica publicada nessa edição da revista onde Naiara bebe o sangue de uma vítima numa taça gigante. Drácula não faria melhor! A vampira Naiara foi uma sacada primorosa dos editores da Taika que queriam explorar o charme e o veneno da mulher-vampira brasileira!

Leia mais sobre o pai de Naiara, o temível Drácula, clicando aqui.

Tintim e os caçadores do tesouro perdido


Conhecido por dirigir grandes sucessos do cinema como Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, ET – O Extraterrestre,  a série Indiana Jones, A Lista de Schindler, e o recente Cavalo de Guerra, entre outros, o cineasta Steven Spielberg sonhava em fazer um filme com Tintim desde 1981. Ele já havia demonstrado seu interesse diretamente a Hergé, mas o licenciamento final só foi resolvido em 2007.

A partir daí e com o apoio do diretor neozelandês Peter Jackson, realizador da saga cinematográfica de O Senhor dos Anéis, Spielberg começou a preparar os roteiros para uma trilogia com o personagem e passou a produzir o primeiro longa-metragem, o que gerou grande expectativa do público.

Finalmente, em outubro de 2011, As Aventuras de Tintim (The adventures of Tintin) foi lançado na Europa. Bélgica, lar de Tintim, e França tiveram a primazia de ver o filme em pré-estréia um dia antes dos outros países. A data de lançamento oficial do longa no Brasil é 20 de janeiro de 2012, mas já estava sendo exibido em sessões de pré-estreia em diversos cinemas.

As Aventuras de Tintim inaugura um novo conceito em animação que eleva a arte a um patamar inédito de realismo e deve indicar um novo rumo para o cinema de animação e para algumas adaptações de quadrinhos. A animação foi produzida através de uma tecnologia de captação de movimentos reais, conhecida como “motion capture”, a mesma usada no filme O Senhor dos Anéis para o personagem Gollum. Mas o resultado é superior em acabamento e texturas e torna o espetáculo visual tão empolgante quanto os filmes de Indiana Jones, com o qual guarda um parentesco bastante próximo.

Baseado na articulação de trechos de três aventuras de Tintim, o filme consolida uma dinâmica própria, ainda que em tudo respeitosa ao legado do artista belga Hergé. Em sua primeira metade – a parte belga da história – a produção obedece a cadência original que Hergé impunha aos seus roteiros, com o mesmo tipo de humor que caracteriza seus personagens. Mas a parte central tem o ritmo de montanha russa que acostumamos a reconhecer como característica do diretor em filmes de aventura.

A história começa seguindo o roteiro do álbum O Segredo do Licorne. Logo na primeira cena, Spielberg presta uma homenagem a Hergé, que aparece fazendo uma ponta como um desenhista que faz a caricatura de Tintim numa feira de antiguidades ao ar livre no centro de Bruxelas. Passeando pela romântica praça, Tintim compra a bela miniatura de uma caravela – o Licorne – que imediatamente passa a ser disputada por mais dois homens. O interesse deles não é ocasional, pois sem que o jovem repórter saiba, a miniatura esconde a pista para a localização de um tesouro histórico. Seu faro jornalístico é aguçado e ele e seu cão Milu são envolvidos numa trama de violência patrocinada por Saccarin.

A partir daqui a história segue o roteiro de O Caranguejo das Pinças de Ouro. Seqüestrado pelos asseclas do vilão e aprisionados no navio cargueiro Karabudjan, Tintim e Milu vão conhecer Haddock, o alcoólatra mas inocente capitão do navio e, juntos, impedir a concretização dos planos de Saccarin. A aventura os levará do meio do Oceano Atlântico ao deserto do Saara, de uma perseguição alucinante pelas ruas de uma cidade árabe no melhor estilo Indiana Jones, ao incrível duelo final no cais de Bruxelas com guindastes enormes.

O final da história salta novamente para outra aventura, usando a conclusão de Hergé para O Tesouro de Rackham, o Terrível. Um gancho óbvio já antecipa a seqüência que, desde o início, está prometida para Peter Jackson e será baseada nas histórias As Sete Bolas de Cristal e O Templo do Sol. A terceira e última parte da trilogia ainda não há diretor definido mas contará as histórias de Rumo à Lua e Explorando a Lua.

Mesmo quem nunca ouviu falar de Tintim não terá dificuldade para aproveitar o filme, que se sustenta por si. Mas aqueles que já o conhecem vão encontrar inúmeras referências e “ovos de páscoa” espalhados pelas cenas, o que torna a experiência cinematográfica ainda mais divertida.

As Aventuras de Tintim é um delicioso filme de ação e também é uma homenagem emocionante ao gênio de Hergé que recupera para as novas gerações uma das obras primas da arte dos quadrinhos.

Spielberg e Peter Jackson durante a produção da animação As Aventuras de Tintim. Foto de Andrew Cooper. Todas as fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução.

Este texto foi escrito por César Silva, editor do ótimo blog Mensagens do Hiperespaço, com edição final de Francisco Ucha.

Surge Dick Tracy, de Chester Gould

Há 80 anos, o famoso detetive Dick Tracy fazia sua estréia no dia 4 de outubro de 1931. Sua tira diária inaugurou o gênero policial nos quadrinhos e começou a ser publicada no jornal Detroit Mirror que tinha uma circulação de 170 mil exemplares na época. O jornal parou de circular repentinamente em agosto de 1932, mas a tira criada por Chester Gould continuou e se tornou um grande sucesso, principalmente por causa dos vilões bizarros, que eram ainda mais esquisitos que os do Batman. Gould escreveu e desenhou sua tira até 1977.

As duas imagens que ilustram este texto são wallpapers exclusivos que podem ser baixados para serem usados em seu desktop.

A volta ao mundo de Quino e Mafalda

Talvez você nunca tenha ouvido falar de Joaquín Salvador Lavado, mas provavelmente o apelido que ele recebeu desde criança, sim: Quino, o grande desenhista argentino criador da Mafalda completa 80 anos em 2012. Uma boa pedida para homenageá-lo. Filho de imigrantes espanhóis, Quino nasceu em 1932 na província de Mendoza, na Argentina. Em 1945 ele nem tinha completado 13 anos e sofre a perda de sua mãe. Nesse mesmo ano, ao terminar o primário, decide inscrever-se na Escola de Belas Artes de Mendoza. Quatro anos depois abandona a Escola e começa a procurar emprego: queria trabalhar como desenhista de humor e de histórias em quadrinhos.

O começo foi difícil e ele não encontrava espaço na imprensa argentina para publicar seus desenhos. Até que em 1954, o semanário Esto Es (qualquer semelhança com o nome de alguma revista conhecida não será mera coincidência) começa a publicar seu humor gráfico periodicamente. A partir daí os trabalhos se intensificaram. Em 1963 lança seu primeiro livro – Mundo Quino – e no ano seguinte publica a primeira tira de sua maior criação: Mafalda.

Em 1969 Mafalda é publicada pela primeira vez fora da Argentina. A Itália teve a primazia e Humberto Eco, editor da coleção, escreveu sua apresentação. Em 1970, Mondo Quino também é publicado na Itália e em 72, na Espanha. No ano seguinte é a vez de França e Alemanha conhecerem a arte de Quino e sua Mafalda. Em 1973 é publicado o primeiro álbum de Quino em Portugal: Não me grite! (o desenho abaixo foi extraído desse álbum), que fora lançado um ano antes no México. Editado dentro da coleção Humor Com Humor se Paga, pela Publicações Dom Quixote, esse livro foi exportado para o Brasil numa época em que o artista começava a ser descoberto por aqui. Ou seja: o brilhante humor gráfico de Quino teve que rodar o mundo para, finalmente, ser conhecido pelos brasileiros! Chega a ser um absurdo que países vizinhos estejam tão distantes…

Para ler mais sobre Quino e Mafalda e ver mais imagens de sua famosa personagem, clique aqui (ou no link acima). Para saber mais, visite também o site oficial do artista argentino. A tira da Mafalda (acima) não está completa. Para ler o último quadrinho, clique nela.
Todos os desenhos que ilustram este texto podem ser ampliados em ótima resolução.

Henson e seus bonecos

Se vivo fosse, Jim Henson teria feito 75 anos no final de setembro. Morreu jovem, com apenas 53 anos, este grande manipulador de bonecos, criador de programas infantis de enorme sucesso como Vila Sésamo (Sesame Street) e Muppet Show. Estes começaram na tv em programas bem criativos e logo chegaram à tela grande, estrelando seus próprios filmes no cinema. A franquia, que agora pertence à Disney, continua viva até hoje: o novo filme dos Muppets estréia no início de dezembro no Brasil aproveitando as férias de final de ano (para baixar mais imagens desse filme, clique no link).

No cinema Jim Henson realizou produções de grande bilheteria. Dirigiu e escreveu O Cristal Encantado (The Dark Crystal) ao lado de seu amigo Frank Oz, filme com bonecos animados lançado em 1982. Quatro anos depois, dirigiu, colaborou no roteiro e criou os bonecos de outro grande sucesso do cinema, Labirinto (Labyrinth), um musical estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly.

Caco, o Sapo (chamado de Kermit the Frog nos Estados Unidos) é um de seus personagens mais conhecidos. Ele aparece num dos três simpáticos wallpapers criados para este blog com imagens de divulgação do novo filme da Disney (clique nas imagens coloridas para baixar cada papel de parede e enfeite seu computador).

Ele também é a estrela e se multiplica em dezenas numa pequena pérola da animação realizada por Oury Atlan, Thibaut Berland, Damien Ferrie, quinze anos depois da morte de Jim Henson, em 2005. Chama-se Overtime e o filme faz um emocionante tributo ao criador de bonecos (clique na imagem em preto e branco e assista).
muppetswp2

Liniers vê os publicitários


Esses dois quadrinhos aí de cima são só o início de uma das tiras da série Bonjour, de Liniers. Desta vez suas vítimas são os publicitários. Para ler a tira toda, dê um clique nos quadrinhos e a tira do desenhista argentino aparecerá na tela de seu computador com toda a sua força irônica e deboche. Ou então compre o álbum Bonjour, lançado pela Zarabatana Books, que é ótimo! (Claro… é Liniers!)