Jabuti não premia quadrinhos


Depois que o Grupo Editorial Record ameaçou boicotar o Prêmio Jabuti em protesto contra a escolha de Leite Derramado, de Chico Buarque, como vencedor na categoria Livro do Ano de Ficção (na categoria Romance a obra de Chico ficou em segundo lugar, atrás de Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Edney Silvestre, publicado pela Record), a Câmara Brasileira do Livro (CBL) fez várias mudanças no regulamento do tradicional prêmio para tentar apaziguar os ânimos. Entre outras novidades deste ano, o número de categorias aumentou de 21 para 29. Ou seja, a quantidade de categorias possíveis de premiação aumentou em quase 40%! São elas:

Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo 
Melhor Livro de Fotografia;
Melhor Livro de Comunicação;
Melhor Livro de Artes;
Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária
Melhor Livro de Ciências Exatas
Melhor Livro de Tecnologia e Informática
Melhor Livro de Educação
Melhor Livro de Psicologia e Psicanálise
Melhor Livro de Reportagem
Melhor Livro Didático e Paradidático
Melhor Livro de Economia, Administração e Negócios
Melhor Livro de Direito
Melhor Livro de Biografia
Melhor Livro de Poesia
Melhor Livro de Ciências Humanas
Melhor Livro de Ciências Naturais
Melhor Livro de Ciências da Saúde
Melhor Livro de Contos e Crônicas
Melhor Livro Infantil
Melhor Livro Juvenil
Melhor Livro de Romance
Melhor Livro de Turismo e Hotelaria
Melhor Livro de Gastronomia

Além dos prêmios para Melhor Tradução; Melhor Projeto Gráfico; Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Melhor Ilustração e Melhor Capa.

Notaram? O Prêmio Jabuti valoriza diversas áreas: Ciências da Saúde, Psicologia e Psicanálise, Turismo e Hotelaria, Gastronomia, Tecnologia e Informática. Tudo muito justo. Mas esqueceu de um importante segmento que, a cada dia, ganha mais espaço nas boas livrarias do ramo: os quadrinhos! Por que não incluir uma categoria de Melhor Livro de Histórias em Quadrinhos, já que temos tantos e tão bons lançamentos mensais? Preconceito? Ignorância sobre o assunto? Não sei ainda. Mas vale a pena tentar descobrir o motivo.

Charlie Brown e Steve Canyon, dos geniais Charles Schultz e Milton Caniff respectivamente, aparecem neste texto só para ilustrar mesmo. Não têm nada a ver com a notícia. Pelo menos, por enquanto.

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