Por onde andará Floriano Hermeto?


No final dos anos 60 e início da década de 70, Guido Crepax e outros grandes autores de quadrinhos europeus eram quase inacessíveis para nós que vivíamos nesta pátria amada, idolatrada, salve, salve. Acontecia uma renovação conceitual nos quadrinhos do velho mundo e aqui, em terras tupiniquins, quase nenhuma novidade. Os personagens da Disney, os super-heróis e alguns clássicos como Fantasma, Mandrake, Recruta Zero, Nick Holmes e Cavaleiro Negro ainda dominavam as vendas em bancas. Foi quando um artista brasileiro começou a desenhar as aventuras de um personagem muito diferente nas páginas de uma certa revista da Ebal totalmente criada no Brasil. Esse artista era Floriano Hermeto, que escreveu e desenhou pouquíssimas aventuras de O Judoka, um herói brasileiro (cinco histórias, para ser exato). Floriano Hermeto era um cultuador dos quadrinhos e introduziu a linguagem gráfica inovadora de artistas como Guido Crepax, Jim Steranko e, até, Esteban Maroto. Ele foi um artista impar. Além de O Judoka, FHAF, como assinava suas histórias, realizou alguns boletins e seções informativas sobre quadrinhos de grande importância. E depois de ele deixar as páginas das revistas da Ebal, por volta de 1973, nunca mais vimos nada dele. Por isso fica aqui a pergunta: por onde andará Floriano Hermeto?

A imagem de cima é um papel de parede produzido com desenhos de FHAF extraídos de duas histórias: Gigantes de Apuarema, publicada na revista O Judoka, de março de 1971, e Irma la Douce, publicada em junho de 1971. Clique aqui para baixar mais wallpapers sobre a Ebal.
(Com colaboração de Franco de Rosa)