Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Jaguar | Tags: BLUAHH, Gastão Vomitador, onomatopéia, Pasquim

Antes que o aniversário do Jaguar termine, vale a pena lembrar da série Gastão, o Vomitador, criação inesquecível do cartunista que teve apenas nove tiras publicadas no Pasquim. Não é que os leitores reclamaram do personagem, que era um tanto quanto nojento. Afinal, não se via personagens de histórias em quadrinhos vomitando nas revistas. O problema é que Jaguar não gostava de desenhar histórias em quadrinhos. Não tinha saco, como ele mesmo disse (leia entrevista com o Jaguar publicada no Jornal da ABI a partir da página 30). O negócio dele era cartum. Mas Gastão, o Vomitador foi tão marcante que transformou a onomatopéia BLUAHH num clássico!

Filed under: Desenhistas, Jaguar | Tags: É Pau Puro, Millôr Fernandes, Pasquim, Veja

Millôr Fernandes, que tem um nome a zelar, fez uma bela homenagem a seu amigo Jaguar quando publicou na revista Veja o texto reproduzido abaixo. Isso aconteceu em 1969, ano sagrado da fundação do Pasquim. Hoje, Jaguar faz aniversário. Isso mesmo… pode cantar “Parabéns pra Você!” O cartunista que tem o traço mais brasileiro da imprensa brasileira faz aniversário de 4 em 4 anos. Por isso mesmo, ele acaba de completar 20 aninhos! Para homenageá-lo, vamos lembrar do texto do Millôr (que também já foi publicado no livro É Pau Puro! O Jaguar do Pasquim, que trazia uma seleção de cartuns do grande desenhista de humor publicados no Pasquim.

Retrato 3 x 4 de um amigo 6 x 9
Jaguar tem dois lados – o lado de lá de tarde bate sol, por isso é que sua fisionomia é toda contra-luz. Movimenta-se em vários sentidos, três deles completamente neutros, nem por isso, porém, impraticáveis. Usa bigode, mas não se vê. É patriota contratado esperando efetivação. Com as suas mãos conseguiu executar uma terceira que usa para os melhores desenhos que faz. É casado mas não acredita no inferno. Às sextas-feiras, às vezes entrando pelo sábado – é apocalíptico.
Em dias de alegria fica triste mas esconde isso sob tal tumulto que sempre recebe o troféu Alegria da Festa. Tem uma filha cor-de-rosa e um filho verde nascido misteriosamente em Piraçununga, alguns anos atrás. Agora, quanto ao câncer, é a favor. Seus melhores amigos estão nas linhas transversais, mas não se importa; de vez em quando até desenha um com aquela espada. Pratica-se diariamente, por isso é que é tanto. Tem degraus, setenta e oito ao todo, mas está pensando em instalar uma elevatória. Grande coração, as dimensões do qual têm sido até exageradas – pois não transplanta. Da ponta do pé ao topo da cabeça vai toda a altura, mas nem isso o diminui. Reto quando a prumo, se curva todo ao menor elogio contrário. Tem olhos azuis, com os quais procura disfarçar seus estranhos óculos redondos. Modelo de pai, tem sido escolhido sempre como mau exemplo. Sua diversão preferida é ficar todo torcido diante dos espelhos que distorcem e fundir a cuca dos espelhos. Qualquer balança, porém, logo o desequilibra. No Banco do Brasil é considerado um funcionário bárbaro porque por onde ele passa não cresce grana. Se levanta com o sol: o difícil é ir deitar lá em cima da montanha da Gávea às quatro da manhã, depois de um pifa. Não fuma, mas, zangado, deita fumaça. Túnel rebouças foi apenas durante quinze dias pois detesta ar encanado. Quanto a Ipanema, diz sempre com orgulho: “I am a banda”. Tem trinta e seis anos, o que fica muito bem na sua idade. Como o vidro, é eternamente jovem a não ser que o arranhem. Embaça um pouco, em dias de maresia interior, mas basta uma flanela que de novo brilha e reflete. Costumo lhe dizer: “Com teu talento, Jaguar, eu não estaria aqui. Estaria em cana, nos Estados Unidos”.

As charges que ilustram esta postagem foram publicadas nos anos 70. Todas elas podem ser ampliadas em boa resolução. Basta dar um clique nelas. Quer ler mais sobre o Jaguar? Então, CLIQUE AQUI.

Filed under: Cinema - Filmes, Homem-Aranha/Spider-man, Marvel | Tags: Andrew Garfield, The Amazing Spider-Man

Taí mais uma foto do ator Andrew Garfield vestindo o uniforme vermelho e azul do Homem-Aranha no próximo filme do Cabeça de Teia, que estréia no início de julho: O Espetacular Homem-Aranha. Quer ver mais fotos do novo filme do Homem-Aranha? Então clique AQUI e AQUI.
Filed under: Batman, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, DC | Tags: Anne Hathaway, Bill Finger, Bob Kane, Catwoman, Chris Nolan, fotos de batman, julie newmar, Lee Meriwether, Michelle Pfeiffer, Mulher-Gato, Ron Phillips, The Dark Knight Rises

A bela e talentosa Anne Hathaway (acima, em ação, na foto de Ron Phillips) vem se juntar a uma maravilhosa galeria de gatas fatais que atazanaram a cabeça do Homem-Morcego desde a década de 60. Mulheres lindas e provocantes tornaram a personagem criada em 1940 por Bill Finger e Bob Kane um dos maiores ícones dos quadrinhos. A Mulher-Gato (Catwoman) já foi interpretada pela estonteante e maliciosa Julie Newmar (clique no nome dela para ver fotos dela de tirar o fôlego), Lee Meriwether, Michelle Pfeiffer e agora Anne tem a responsabilidade de encarnar o papel no novo filme do Batman, dirigido por Chris Nolan. Para ver mais fotos de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises), CLIQUE AQUI.
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Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Mauricio de Sousa, Quadrinhos Brasileiros, Turma da Mônica | Tags: Amfibio, Bidu, Bitsy, Cascão, Cebolinha, Floquinho, Flumbo, Glada Gänget, Horácio, Jotalhão, Magali, Monica, Monika, Moppen, Pysan, Robban, Smutsus

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional. Mas, que tal comemorarmos a Semana do Quadrinho Nacional? Ou o Mês?
Bom… todo dia é dia de quadrinho nacional. E para celebrar pelo menos hoje, publicamos acima a capa da revista de uma legítima representante deste glorioso quadrinho: Glada Gänget! Entendeu? Não? Nada como consultar o Google Translate para nos ajudar nessa missão quase impossível e descobrirmos que se trata da revista sueca Gang Feliz, nome dado para a Turma da Mônica na Suécia. Este é o primeiro número da revista que foi publicada há 35 anos! Isso foi em 1977, mas não nos perguntem o mês… afinal, já traduzimos o título da publicação, oras!
Também é muito legal conhecer o nome que os suecos deram para alguns dos personagens da turminha criada pelo nosso Mauricio de Sousa: Monica é Monika (essa é fácil); Cebolinha é Robban; Cascão é Smutsus; Magali é Pysan; Bidu é Bitsy; Floquinho é Moppen; o elefante mais amado do Brasil é Flumbo; e o Horácio é chamado de… Amfibio.

Para completar, publicamos acima a capa do segundo número da revista Mônica, que chegou às bancas do Brasil em junho de 1970, lançada pela Editora Abril (que estava completando 20 anos de sua fundação).
Ao lado, Cebolinha e Cascão em um dos diversos momentos “sem noção” do galoto que tloca os “eles” pelos “eles”. E abaixo, um momento romântico entre Jotalhão e Rita Najura. O amor é lindo!
Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução: basta clicar nelas.
Aproveite que você está lendo este texto e CLIQUE AQUI para ler uma ótima entrevista que Mauricio de Sousa concedeu ao Jornal da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), uma publicação mensal distribuída para jornalistas.

Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Naiara-A Filha de Drácula, Nico Rosso, Quadrinhos Brasileiros

Graças ao leitor Gustavo Machado, que enviou para Um Blog no Planeta Mongo a quarta edição da revista Naiara, A Filha de Drácula digitalizada em ótima resolução, pudemos criar o papel de parede acima a partir da capa da publicação lançada pela Editora Taika em 1968. Você, fã de Nico Rosso, da personagem e de histórias de terror, pode baixar a imagem para embelezar seu desktop. Ao lado, o leitor aprecia em alta resolução (clique para ampliar) um quadrinho da 25ª página da história A Teia Diabólica publicada nessa edição da revista onde Naiara bebe o sangue de uma vítima numa taça gigante. Drácula não faria melhor! A vampira Naiara foi uma sacada primorosa dos editores da Taika que queriam explorar o charme e o veneno da mulher-vampira brasileira!
Leia mais sobre o pai de Naiara, o temível Drácula, clicando aqui.
Filed under: Animação, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Tintin - Hergé | Tags: bande dessinée, Bélgica, Haddock, Hergé, Indiana Jones, Karabudjan, Milu, O Caranguejo das Pinças de Ouro, O Segredo do Licorne, O Tesouro de Rackham o Terrível, Rackham, Saccarin, Steven Spielberg

Conhecido por dirigir grandes sucessos do cinema como Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, ET – O Extraterrestre, a série Indiana Jones, A Lista de Schindler, e o recente Cavalo de Guerra, entre outros, o cineasta Steven Spielberg sonhava em fazer um filme com Tintim desde 1981. Ele já havia demonstrado seu interesse diretamente a Hergé, mas o licenciamento final só foi resolvido em 2007.
A partir daí e com o apoio do diretor neozelandês Peter Jackson, realizador da saga cinematográfica de O Senhor dos Anéis, Spielberg começou a preparar os roteiros para uma trilogia com o personagem e passou a produzir o primeiro longa-metragem, o que gerou grande expectativa do público.

Finalmente, em outubro de 2011, As Aventuras de Tintim (The adventures of Tintin) foi lançado na Europa. Bélgica, lar de Tintim, e França tiveram a primazia de ver o filme em pré-estréia um dia antes dos outros países. A data de lançamento oficial do longa no Brasil é 20 de janeiro de 2012, mas já estava sendo exibido em sessões de pré-estreia em diversos cinemas.

As Aventuras de Tintim inaugura um novo conceito em animação que eleva a arte a um patamar inédito de realismo e deve indicar um novo rumo para o cinema de animação e para algumas adaptações de quadrinhos. A animação foi produzida através de uma tecnologia de captação de movimentos reais, conhecida como “motion capture”, a mesma usada no filme O Senhor dos Anéis para o personagem Gollum. Mas o resultado é superior em acabamento e texturas e torna o espetáculo visual tão empolgante quanto os filmes de Indiana Jones, com o qual guarda um parentesco bastante próximo.

Baseado na articulação de trechos de três aventuras de Tintim, o filme consolida uma dinâmica própria, ainda que em tudo respeitosa ao legado do artista belga Hergé. Em sua primeira metade – a parte belga da história – a produção obedece a cadência original que Hergé impunha aos seus roteiros, com o mesmo tipo de humor que caracteriza seus personagens. Mas a parte central tem o ritmo de montanha russa que acostumamos a reconhecer como característica do diretor em filmes de aventura.

A história começa seguindo o roteiro do álbum O Segredo do Licorne. Logo na primeira cena, Spielberg presta uma homenagem a Hergé, que aparece fazendo uma ponta como um desenhista que faz a caricatura de Tintim numa feira de antiguidades ao ar livre no centro de Bruxelas. Passeando pela romântica praça, Tintim compra a bela miniatura de uma caravela – o Licorne – que imediatamente passa a ser disputada por mais dois homens. O interesse deles não é ocasional, pois sem que o jovem repórter saiba, a miniatura esconde a pista para a localização de um tesouro histórico. Seu faro jornalístico é aguçado e ele e seu cão Milu são envolvidos numa trama de violência patrocinada por Saccarin.

A partir daqui a história segue o roteiro de O Caranguejo das Pinças de Ouro. Seqüestrado pelos asseclas do vilão e aprisionados no navio cargueiro Karabudjan, Tintim e Milu vão conhecer Haddock, o alcoólatra mas inocente capitão do navio e, juntos, impedir a concretização dos planos de Saccarin. A aventura os levará do meio do Oceano Atlântico ao deserto do Saara, de uma perseguição alucinante pelas ruas de uma cidade árabe no melhor estilo Indiana Jones, ao incrível duelo final no cais de Bruxelas com guindastes enormes.

O final da história salta novamente para outra aventura, usando a conclusão de Hergé para O Tesouro de Rackham, o Terrível. Um gancho óbvio já antecipa a seqüência que, desde o início, está prometida para Peter Jackson e será baseada nas histórias As Sete Bolas de Cristal e O Templo do Sol. A terceira e última parte da trilogia ainda não há diretor definido mas contará as histórias de Rumo à Lua e Explorando a Lua.

Mesmo quem nunca ouviu falar de Tintim não terá dificuldade para aproveitar o filme, que se sustenta por si. Mas aqueles que já o conhecem vão encontrar inúmeras referências e “ovos de páscoa” espalhados pelas cenas, o que torna a experiência cinematográfica ainda mais divertida.
As Aventuras de Tintim é um delicioso filme de ação e também é uma homenagem emocionante ao gênio de Hergé que recupera para as novas gerações uma das obras primas da arte dos quadrinhos.

Spielberg e Peter Jackson durante a produção da animação As Aventuras de Tintim. Foto de Andrew Cooper. Todas as fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução.
Este texto foi escrito por César Silva, editor do ótimo blog Mensagens do Hiperespaço, com edição final de Francisco Ucha.
Filed under: Capitão América, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Homem de Ferro/Iron Man, Hulk, Marvel, Thor, Vingadores | Tags: Black Widow, Chris Evans, Chris Hemsworth, Hawkeye, Iron Man, Jeremy Renner, Joss Whedon, Natasha Romanoff, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, The Avengers, Tom Hiddleston

Quem poderia imaginar que um dia esses dois personagens aí de cima estariam dividindo a tela de cinema numa superprodução que reúne ainda o Homem de Ferro, Hulk, Hawkeye, Viúva-Negra e outros super-heróis da Marvel? Enfim… o dia está chegando. 27 de abril estréia no Brasil o filme Os Vingadores (The Avengers) e então os fãs poderão conferir se valeu a pena esperar tanto tempo. Sim, porque criar um roteiro bem amarrado para filme de ação com tantas estrelas dos quadrinhos juntas não deve ter sido tão simples. Como equilibrar a presença de todos eles em duas horas de filme e manter, digamos, uma certa coerência na história sem deixar tantos furos?

Para aumentar a desconfiança, o diretor Joss Whedon é um estreante nos cinemas. Até realizar o filme Os Vingadores ele só havia dirigido séries de tv. Vamos, então, aguardar o dia da estréia. Quem sabe, os fãs terão uma grata surpresa. Por enquanto, vamos curtindo algumas das fotos liberadas para divulgação. Na foto do alto, com Chris Hemsworth (Thor) e Chris Evans (Capitão América), foi clicada por Zade Rosenthal. E acima, claro, o Homem de Ferro voa para o sucesso.

Na foto de cima vemos Loki em ótima caracterização criada por Tom Hiddleston e, abaixo, um bate papo descontraído nos bastidores entre Robert Downey Jr., Joss Whedon, Chris Hemsworth e Chris Evans. As duas fotos também são de Zade Rosenthal. Para ver mais fotos de Os Vingadores, CLIQUE AQUI. E não deixe de ver e baixar AQUI um lindo desenho que a Marvel divulgou com todos os Vingadores juntos.

Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução. Basta clicar nelas.
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Filed under: 1931, Comics - Quadrinhos, Cronologia dos Quadrinhos | Tags: Cartoon Monarch, IDW Publishing, Otto Soglow, The Little King, The New Yorker, Van Beuren Studios

Além de Dick Tracy, outro personagem ícone dos comics americanos sugiu há 80 anos. Criado por Otto Soglow, o simpático The Little King começou a ser publicado em 1931 na conceituada revista The New Yorker. O traço de Soglow era muito elegante e sofisticado e seu Reizinho – como ficou conhecido no Brasil – logo ganhou fama e dois anos depois estrelava uma série de desenhos animados desenvolvida pela Van Beuren Studios. Na década de 1950 The Little King foi publicado também em revistas em quadrinhos pela Dell Comics (como a historieta abaixo, publicada em 1955). As histórias do personagem foram produzidas ininterruptamente até a morte de seu criador, em 1975.

Mas a boa notícia para quem curte quadrinhos clássicos é que a IDW Publishing promete lançar em março de 2012 um luxuoso livro de 432 páginas que resgata boa parte das tiras cômicas da principal criação de Soglow. O livro se chama Cartoon Monarch: Otto Soglow and the Little King e já pode ser encomendado no site da Amazon. Finalmente o trabalho do artista que inspirou uma geração de desenhistas ganha sua retrospectiva e poderá ser apresentado também às novas gerações. A IDW é a mesma editora responsável pela excelente coleção The Complete Chester Gould’s Dick Tracy, que publica desde 2006 todas as tiras de Dick Tracy desenhadas pelo seu criador, Chester Gould.

Para assistir a um dos desenhos clássicos do Reizinho, CLIQUE AQUI. A imagem do alto deste texto é um papel de parede exclusivo, presente deste blog, e que pode ser salvo em seu desktop. Todas as imagens podem ser ampliadas em boa resolução.
Filed under: 1931, Comics - Quadrinhos, Cronologia dos Quadrinhos, Dick Tracy | Tags: Chester Gould, Detroit Mirror, Flattop Jones, wallpaper

Há 80 anos, o famoso detetive Dick Tracy fazia sua estréia no dia 4 de outubro de 1931. Sua tira diária inaugurou o gênero policial nos quadrinhos e começou a ser publicada no jornal Detroit Mirror que tinha uma circulação de 170 mil exemplares na época. O jornal parou de circular repentinamente em agosto de 1932, mas a tira criada por Chester Gould continuou e se tornou um grande sucesso, principalmente por causa dos vilões bizarros, que eram ainda mais esquisitos que os do Batman. Gould escreveu e desenhou sua tira até 1977.

As duas imagens que ilustram este texto são wallpapers exclusivos que podem ser baixados para serem usados em seu desktop.
Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Mafalda, Quino | Tags: Argentina, Espanha, Esto Es, Humor Com Humor se Paga, Joaquín Salvador Lavado, Não me grite!, Publicações Dom Quixote

Talvez você nunca tenha ouvido falar de Joaquín Salvador Lavado, mas provavelmente o apelido que ele recebeu desde criança, sim: Quino, o grande desenhista argentino criador da Mafalda completa 80 anos em 2012. Uma boa pedida para homenageá-lo. Filho de imigrantes espanhóis, Quino nasceu em 1932 na província de Mendoza, na Argentina. Em 1945 ele nem tinha completado 13 anos e sofre a perda de sua mãe. Nesse mesmo ano, ao terminar o primário, decide inscrever-se na Escola de Belas Artes de Mendoza. Quatro anos depois abandona a Escola e começa a procurar emprego: queria trabalhar como desenhista de humor e de histórias em quadrinhos.
O começo foi difícil e ele não encontrava espaço na imprensa argentina para publicar seus desenhos. Até que em 1954, o semanário Esto Es (qualquer semelhança com o nome de alguma revista conhecida não será mera coincidência) começa a publicar seu humor gráfico periodicamente. A partir daí os trabalhos se intensificaram. Em 1963 lança seu primeiro livro – Mundo Quino – e no ano seguinte publica a primeira tira de sua maior criação: Mafalda.

Em 1969 Mafalda é publicada pela primeira vez fora da Argentina. A Itália teve a primazia e Humberto Eco, editor da coleção, escreveu sua apresentação. Em 1970, Mondo Quino também é publicado na Itália e em 72, na Espanha. No ano seguinte é a vez de França e Alemanha conhecerem a arte de Quino e sua Mafalda. Em 1973 é publicado o primeiro álbum de Quino em Portugal: Não me grite! (o desenho abaixo foi extraído desse álbum), que fora lançado um ano antes no México. Editado dentro da coleção Humor Com Humor se Paga, pela Publicações Dom Quixote, esse livro foi exportado para o Brasil numa época em que o artista começava a ser descoberto por aqui. Ou seja: o brilhante humor gráfico de Quino teve que rodar o mundo para, finalmente, ser conhecido pelos brasileiros! Chega a ser um absurdo que países vizinhos estejam tão distantes…

Para ler mais sobre Quino e Mafalda e ver mais imagens de sua famosa personagem, clique aqui (ou no link acima). Para saber mais, visite também o site oficial do artista argentino. A tira da Mafalda (acima) não está completa. Para ler o último quadrinho, clique nela.
Todos os desenhos que ilustram este texto podem ser ampliados em ótima resolução.
Filed under: Comics - Quadrinhos, Liniers | Tags: Bonjour, Quadrinhos argentinos

Esses dois quadrinhos aí de cima são só o início de uma das tiras da série Bonjour, de Liniers. Desta vez suas vítimas são os publicitários. Para ler a tira toda, dê um clique nos quadrinhos e a tira do desenhista argentino aparecerá na tela de seu computador com toda a sua força irônica e deboche. Ou então compre o álbum Bonjour, lançado pela Zarabatana Books, que é ótimo! (Claro… é Liniers!)
Filed under: André Toral, Comics - Quadrinhos, Desenhistas | Tags: Adeus Chamigo Brasileiro, Brasileiros, Comics, Curtas & Escabrosas, Guerra do Paraguai, Hergé, Hiperespaço, hq, Jornal da ABI, O Negócio do Sertão, Quadrinhos, Toral, Troféu HQ Mix

Quando se lê uma história em quadrinhos criada por André Toral, logo se tem certeza de que aquelas páginas têm algo que a diferenciam de boa parte da produção do gênero. Não se trata apenas do seu traço marcante e dos criativos enquadramentos. Seus quadrinhos têm consistência histórica, roteiros minuciosamente elaborados e os diálogos dos personagens geralmente reproduzem o tempo e o local onde estão inseridos. Adeus Chamigo Brasileiro, verdadeira obra-prima que conta histórias sobre a Guerra do Paraguai, é fruto de uma profunda pesquisa acadêmica e foi sua tese de doutorado. “O quadrinho é uma linguagem tão boa quanto a literatura para se falar de ciência. O quadrinho não ilustra o texto, tem autonomia como linguagem”, disse Toral em entrevista publicada recentemente no Jornal da ABI.
Filho de dois destacados intelectuais – a historiadora e crítica de arte Aracy A. Amaral e o prestigiado artista plástico chileno Mário Toral –, desde criança o quadrinista conviveu num ambiente rodeado pela arte, mas chegou a ter complexo por não fazer uma “arte séria”, e sim quadrinhos. Puro engano. Sua obra é consistente e faz parte do que de melhor se produziu em hq no Brasil.

André Toral é antropólogo e atuou por trinta anos como indigenista a serviço de diversos órgãos públicos. Seu autor preferido é Hergé, criador de um personagem ícone das bandas desenhadas européias: Tintin. “Hergé me ensinou que hq é trabalho duro, nada vem fácil, tudo tem que ser construído”, disse. Mas ele confessa que tem uma relação “agoniada” com os quadrinhos: “Desenho muito devagar no lápis. Faço, não gosto; faço, não gosto; faço, gosto, acordo, não gosto, apago, faço de novo. Isso é defeito de quem nunca ganhou dinheiro com quadrinhos, como é o meu caso”, admite.
Seu envolvimento com essa arte começou na cultuada revista Animal. O álbum de estréia foi O Negócio do Sertão: Como Descolar uma Grana no Século XVII, premiado com o Troféu HQMix de Melhor Roteirista. Recentemente chegou às livrarias um novo álbum que reúne algumas das pequenas histórias publicadas na revista Brasileiros: Curtas & Escabrosas mostra que as narrativas não precisam ter muitas páginas para serem uma grande história. A maioria tem apenas duas. Pouco, mas o suficiente para Toral nos surpreender a cada quadrinho.

Eu e César Silva, editor do excelente blog Mensagens do Hiperespaço, entrevistamos André Toral para o Jornal da ABI. Ele nos contou também seu processo de criação e os perigos que enfrentou como antropólogo: “Eu não tinha a menor idéia do poder das pessoas com a qual a gente se batia, das ameaças concretas que estavam rolando”. Não é à toa que a leitura de seus quadrinhos é tão densa e prazerosa. “Faço uma história e ela vale pelo que se desenvolve. A travessia é o que conta, não é a chegada. A viagem é o importante”.

Para ler a entrevista, clique no link do Jornal da ABI (acima).

Todas as imagens publicadas podem ser ampliadas. Clique nelas.
Filed under: Comics - Quadrinhos, Editora Vecchi, Os Strunfs/Smurfs | Tags: Charles Degotte, duendes, Editora Vecchi, Grande Strunf, Johan et Pirlouit, Les Schtroumpfs, Otacílio D'Assunção, Peyo, Pierre Culliford, Smurfs, Strunfete

Alguém se lembra dos simpáticos duendes azuis chamados Strunfs? Provavelmente a maioria dos leitores responderá “não”. Mas se falarmos que os Strunfs são esses simpáticos duendes da imagem acima, muitos vão estranhar, porque eles são conhecidos como… os Smurfs. Então, por que chamar os Smurfs de “Strunfs”? E porque o “papai” Smurf está falando essa estranha palavra: “strunfar”? Todos esses mistérios começam a ser respondidos quando se observam as imagens publicadas logo abaixo.
O nome original dos Smurfs é Les Schtroumpfs e eles foram criados em 1958 por Pierre Culliford, quadrinista belga mais conhecido pelo nome de Peyo. Os duendes azuis surgiram como coadjuvantes da série Johan et Pirlouit, mas fizeram tanto sucesso que Peyo começou a produzir historietas onde os simpáticos duendes eram os protagonistas. Foi um sucesso! Um ano depois eles ganharam uma série para televisão com nove episódios animados por Charles Degotte. Sete deles foram produzidos originalmente ainda em preto e branco! Só os dois últimos ganharam cores.

A fama dos personagens acabou chegando ao Brasil através de uma revista de histórias em quadrinhos chamada Os Duendes Strunfs. Esse nome foi escolhido simplesmente porque o som dele é muito próximo ao som da pronúncia do nome original, Schtroumpfs. Lançada num formato pequeno pela Editora Vecchi em junho de 1975 (portanto há 36 anos!), a revista teve curta duração e chegou apenas à sétima edição. Com 84 páginas em seu lançamento, a publicação acabou com 52 no último número, embora o sexto número tenha sido uma edição especial com 100 páginas e duas aventuras maiores. As histórias publicadas foram as seguintes: 1- O Strunfíssimo (abaixo); 2- A Strunfete; 3- O Aprendiz de Strunf; 4- O Strunf Voador; 5- Os Strunfs Pretos; 6- O Seqüestrador de Strunfs e A Fome dos Strunfs; 7- Strunfonia em Si, e várias outras histórinhas curtas.

O fim da revistinha deixou o caminho aberto para a publicação de álbuns maiores e muito bem produzidos, lançados a partir de 1976. Foram três edições: O Ovo Strunfado (abaixo), Os Strunfs e o Crau-Crau e O Cosmostrunf.
Como se pode perceber pelos títulos dos álbuns e das histórias dos Strunfs e também pelas páginas que ilustram este texto, esses personagens têm uma característica muito própria, além da cor azul e das casas em forma de cogumelo: ao falar, esses duendes substituem alguns verbos e adjetivos pela palavra “strunf” ou similar. E os leitores entendiam perfeitamente o contexto da fala. A troca de palavras era engraçada e dava um charme, um atrativo a mais nas criativas histórias desenvolvidas por Peyo e sua equipe.

Mas, a partir de 1981 uma grande mudança aconteceria na aldeia dos Strunfs! A Hanna-Barbera começa a produzir uma nova série de tv que, obviamente, mira o mercado norte-americano. E o que acontece com isso? Além de os Strunfs passarem a ser conhecidos como “Smurfs”, os duendes azuis perderam várias de suas características. Entre elas, a divertida linguagem dos Strunfs, que trocavam verbos e adjetivos! Provavelmente os novos produtores achavam que as crianças não iriam entender essa “língua” strunfante. A série foi um grande sucesso e teve oito temporadas. E os duendes perderam parte da graça e da criatividade das histórias originais produzidas na Bélgica. Novos personagens surgiram e o Grande Strunf foi rebatizado para ”Papai” Smurf. 
Outro detalhe divertido são os nomes de cada Strunf: eles são chamados a partir de seu traço mais marcante. Então, na Aldeia dos Strunfs encontramos o Grande Strunf, o Strunf Brincalhão, o Strunf Guloso, o Strunf Poeta, o Strunf friorento e por aí vai. Veja aqui os nomes originais dos Strunfs. E em Um Blog no Planeta Mongo leia mais sobre a revista Os Duendes Strunfs.
Todas as imagens publicadas neste texto podem ser ampliadas em ótima resolução. É só clicar nelas.






