Arquivado em: Cinema - Filmes, Corrida Mortal/Death Race | Tags: BMW, Buick, carros modificados, carros turbinados, cars, Chrysler, Death Race, Dodge Ram, dublê, Jaguar, Jean-Martin DesMarais, Mustang, Paul Denham Austerberry, Paul W. S. Anderson, Porsche, Rivera, velocidade
Esta é para quem curte carros envenenados: aqui estão seis papéis de parede feitos a partir das fotos de divulgação dos carrões utilizados no filme Corrida Mortal (Death Race), que estreou ontem nos cinemas brasileiros. Abaixo reproduzo um trecho do texto que foi distribuído à imprensa sobre essa produção baseada no clássico trash-movie Ano 2000 – Corrida da Morte, de 1975. Esta parte refere-se aos veículos modificados e seus efeitos especiais:

“Os carros usados no filme não são apenas uma extensão dos homens que os dirigem, mas sim personagens próprios. (…) Era essencial para a produção que os carros fossem modificações insanas de modelos conhecidos. “Tivemos que escolher carros que pudessem ser facilmente identificados na corrida – com silhuetas diferentes. Também queríamos veículos que atraíssem uma gama ampla de idades”, explica o desenhista de produção Austerberry.

Foram aproximadamente oito semanas trabalhando nos conceitos dos carros antes que a equipe começasse a montá-los em uma oficina de Montreal. “Tínhamos quatro desenhistas e dois artistas conceituais trabalhando em Toronto, e então fomos para Montreal. Lá, uma equipe de 50 pessoas construiu a oficina, e foi então que começamos a receber os veículos de verdade”, explica Paul Denham Austerberry (desenhista de produção). Para preparar os carros-base, sistemas elétricos, airbags e freios ABS foram destruídos. “Tiramos tudo deles, até ficar só o metal, e então os reconstruímos, criando gaiolas de segurança, tanques e bancos de corrida. Em seguida, a equipe de efeitos especiais assumiu o comando e fez o corpo dos carros.”

Uma modelagem em 3-D, a partir de AndiScan, permitiu à equipe de efeitos especiais de Jean-Martin DesMarais (de 300) validar um local de encaixe para todas as partes – de bancos de corrida a armas – e encontrar potenciais conflitos entre elas. Também permitiu dar a Anderson (Paul W. S. Anderson, diretor do filme) idéia das tomadas que conseguiria com cada carro, além da visibilidade que os atores e pilotos dublês teriam enquanto dirigissem. O planejamento economizou em torno de três meses de trabalho para a produção, tempo que levaria para encaixar manualmente as 500 a 900 partes inseridas em cada carro. No total, foram usados 34 carros para retratar os 11 carros principais (e alguns de figuração) da Corrida Mortal, incluindo seis Mustangs, cinco Dodge Rams, quatro Porsches, três Jaguars, três BMWs e três Buicks.

Com múltiplos carros andando em alta velocidade, houve muitos desafios durante as filmagens. Alguns truques espetaculares só poderiam ser gravados uma única vez, então a equipe de Anderson fez a maior quantidade possível de tomadas. Até oito câmeras filmavam a partir de diversos pontos – tanto no ar quanto no chão. Elas ficavam presas em caixas para serem protegidas de impacto, fogo, calor e destroços, e eram acopladas aos carros para fiicarem no centro da ação. “Pudemos fazer as câmeras chegarem muito perto das batidas, explosões, carros pegando fogo ou capotando a uma altura de 6 metros, tudo de forma real e segura.”
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Crédito das fotos: James Dimmock










