Filed under: Antonino Homobono, Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula | Tags: A Vingança de Mary, Anos 80, artwork, Balieiro, Bloch, Capitão Mistério, Christopher Lee, Conde, desenho, Lorde das Trevas, Príncipe das Trevas, Vampiro

Naqueles tempos não existiam computadores pessoais e os desenhistas de quadrinhos no Brasil trabalhavam assim, na munheca! No início dos anos 80 havia uma razoável produção de quadrinhos no país e os desenhistas recebiam das editoras papéis especiais – uma espécie de matriz – com as marcações de linhas (normalmente impressas em cian bem claro) para o letrista escrever nos balões e alguns espaços que delimitavam onde nossos bravos heróis do traço deveriam ablaquear sua criatividade! Tive acesso a alguns originais de um dos maiores mestres dos quadrinhos brasileiros: Antonino Homobono Balieiro! E digitalizei estas páginas para que os leitores deste blog pudessem apreciar o trabalho deste abnegado traçador.

São originais da história A Vingança de Mary, publicada nas páginas 4, 15 e 17 da revista Capitão Mistério – Drácula número 26, da Bloch Editores. Neles, podemos apreciar a qualidade da pincelada do Antonino, alguns traços a lápis que ainda persistem e as marcas que o tempo deixou nessas obras de arte. Vemos também as linhas-guia para o letreiramento e a fotocomposição (quem lembra disso?!) colada com o nome da revista e o número da página.

Na página 4 dá para ver a marca do grampo no canto superior esquerdo onde certamente havia algum papel preso, e um corte quadrado com papel colado por trás. Na página 15, o close no Drácula deixa claro a preferência do desenhista pelo ator Christopher Lee. E as mulheres são sensuais e sempre aparecem com pouca roupa. Como convém a uma história de terror onde o Príncipe das Trevas é o centro das atenções.
Quer ver a página de abertura da história A Vingança de Mary? Então, clique no link ou clique aqui para ver mais desenhos de Antonino Homobono, que hoje faria aniversário.
Filed under: Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Marvel, Thor | Tags: Jack Kirby, Jaimie Alexander, Kenneth Branagh, Lady Sif, Odin, Stan Lee, Vince Colletta, Zade Rosenthal

Sério! Nem quero saber que no filme Thor, de Kenneth Branagh, que estréia no Brasil na próxima semana, há um time de atores ótimos como Anthony Hopkins, Natalie Portman, Rene Russo, Stellan Skarsgård e outros! O que eu quero saber é… quem é essa deusa que interpreta Lady Sif! Quem é Jaimie Alexander? Até ser escalada para fazer o papel da deusa Sif, a bela Alexander não tinha nem um filme importante em seu currículo e só apareceu em poucos papéis secundários na tv. Ela fez até uma ponta não creditada em Amor e Outras Drogas, o que, nesse caso, é um ponto positivo.
No cartaz, abaixo, a foto da moça como Sif, a deusa da guerra! Veja que olhar fulminante! Caramba… se esta é a deusa da guerra, como será a deusa do amor? ![]()

Como todos devem saber, o filme Thor é baseado no personagem da Marvel Comics e não apenas na lenda nórdica, na qual se basearam Stan Lee e Jack Kirby (e o irmão de Stan, Larry Lieber) para dar forma ao bravo guerreiro. Lady Sif é uma importante personagem da fase em que Kirby e Vince Colletta eram os desenhistas da revista O Poderoso Thor, no final da década de 1960, como mostra este desenho do trio Thor, Lady Sif e Balder.
As duas imagens que ilustram esta postagem podem ser ampliadas em ótima resolução.
Para ler mais sobre Thor, o filme, clique aqui. Para ver mais imagens de Thor, clique aqui.
Crédito da foto do alto: Zade Rosenthal
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Filed under: Comics - Quadrinhos, Milton Caniff, Peanuts | Tags: CBL, Chico Buarque, Edney Silvestre, Leite Derramado, Prêmio Jabuti, Record

Depois que o Grupo Editorial Record ameaçou boicotar o Prêmio Jabuti em protesto contra a escolha de Leite Derramado, de Chico Buarque, como vencedor na categoria Livro do Ano de Ficção (na categoria Romance a obra de Chico ficou em segundo lugar, atrás de Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Edney Silvestre, publicado pela Record), a Câmara Brasileira do Livro (CBL) fez várias mudanças no regulamento do tradicional prêmio para tentar apaziguar os ânimos. Entre outras novidades deste ano, o número de categorias aumentou de 21 para 29. Ou seja, a quantidade de categorias possíveis de premiação aumentou em quase 40%! São elas:
Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo 
Melhor Livro de Fotografia;
Melhor Livro de Comunicação;
Melhor Livro de Artes;
Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária
Melhor Livro de Ciências Exatas
Melhor Livro de Tecnologia e Informática
Melhor Livro de Educação
Melhor Livro de Psicologia e Psicanálise
Melhor Livro de Reportagem
Melhor Livro Didático e Paradidático
Melhor Livro de Economia, Administração e Negócios
Melhor Livro de Direito
Melhor Livro de Biografia
Melhor Livro de Poesia
Melhor Livro de Ciências Humanas
Melhor Livro de Ciências Naturais
Melhor Livro de Ciências da Saúde
Melhor Livro de Contos e Crônicas
Melhor Livro Infantil
Melhor Livro Juvenil
Melhor Livro de Romance
Melhor Livro de Turismo e Hotelaria
Melhor Livro de Gastronomia
Além dos prêmios para Melhor Tradução; Melhor Projeto Gráfico; Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Melhor Ilustração e Melhor Capa.
Notaram? O Prêmio Jabuti valoriza diversas áreas: Ciências da Saúde, Psicologia e Psicanálise, Turismo e Hotelaria, Gastronomia, Tecnologia e Informática. Tudo muito justo. Mas esqueceu de um importante segmento que, a cada dia, ganha mais espaço nas boas livrarias do ramo: os quadrinhos! Por que não incluir uma categoria de Melhor Livro de Histórias em Quadrinhos, já que temos tantos e tão bons lançamentos mensais? Preconceito? Ignorância sobre o assunto? Não sei ainda. Mas vale a pena tentar descobrir o motivo.
Charlie Brown e Steve Canyon, dos geniais Charles Schultz e Milton Caniff respectivamente, aparecem neste texto só para ilustrar mesmo. Não têm nada a ver com a notícia. Pelo menos, por enquanto.







