Um Blog em Quadrinhos


Naiara vira wallpaper


Graças ao leitor Gustavo Machado, que enviou para Um Blog no Planeta Mongo a quarta edição da revista Naiara, A Filha de Drácula digitalizada em ótima resolução, pudemos criar o papel de parede acima a partir da capa da publicação lançada pela Editora Taika em 1968. Você, fã de Nico Rosso, da personagem e de histórias de terror, pode baixar a imagem para embelezar seu desktop. Ao lado, o leitor aprecia em alta resolução (clique para ampliar) um quadrinho da 25ª página da história A Teia Diabólica publicada nessa edição da revista onde Naiara bebe o sangue de uma vítima numa taça gigante. Drácula não faria melhor! A vampira Naiara foi uma sacada primorosa dos editores da Taika que queriam explorar o charme e o veneno da mulher-vampira brasileira!

Leia mais sobre o pai de Naiara, o temível Drácula, clicando aqui.



Tintim e os caçadores do tesouro perdido


Conhecido por dirigir grandes sucessos do cinema como Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, ET – O Extraterrestre,  a série Indiana Jones, A Lista de Schindler, e o recente Cavalo de Guerra, entre outros, o cineasta Steven Spielberg sonhava em fazer um filme com Tintim desde 1981. Ele já havia demonstrado seu interesse diretamente a Hergé, mas o licenciamento final só foi resolvido em 2007.

A partir daí e com o apoio do diretor neozelandês Peter Jackson, realizador da saga cinematográfica de O Senhor dos Anéis, Spielberg começou a preparar os roteiros para uma trilogia com o personagem e passou a produzir o primeiro longa-metragem, o que gerou grande expectativa do público.

Finalmente, em outubro de 2011, As Aventuras de Tintim (The adventures of Tintin) foi lançado na Europa. Bélgica, lar de Tintim, e França tiveram a primazia de ver o filme em pré-estréia um dia antes dos outros países. A data de lançamento oficial do longa no Brasil é 20 de janeiro de 2012, mas já estava sendo exibido em sessões de pré-estreia em diversos cinemas.

As Aventuras de Tintim inaugura um novo conceito em animação que eleva a arte a um patamar inédito de realismo e deve indicar um novo rumo para o cinema de animação e para algumas adaptações de quadrinhos. A animação foi produzida através de uma tecnologia de captação de movimentos reais, conhecida como “motion capture”, a mesma usada no filme O Senhor dos Anéis para o personagem Gollum. Mas o resultado é superior em acabamento e texturas e torna o espetáculo visual tão empolgante quanto os filmes de Indiana Jones, com o qual guarda um parentesco bastante próximo.

Baseado na articulação de trechos de três aventuras de Tintim, o filme consolida uma dinâmica própria, ainda que em tudo respeitosa ao legado do artista belga Hergé. Em sua primeira metade – a parte belga da história – a produção obedece a cadência original que Hergé impunha aos seus roteiros, com o mesmo tipo de humor que caracteriza seus personagens. Mas a parte central tem o ritmo de montanha russa que acostumamos a reconhecer como característica do diretor em filmes de aventura.

A história começa seguindo o roteiro do álbum O Segredo do Licorne. Logo na primeira cena, Spielberg presta uma homenagem a Hergé, que aparece fazendo uma ponta como um desenhista que faz a caricatura de Tintim numa feira de antiguidades ao ar livre no centro de Bruxelas. Passeando pela romântica praça, Tintim compra a bela miniatura de uma caravela – o Licorne – que imediatamente passa a ser disputada por mais dois homens. O interesse deles não é ocasional, pois sem que o jovem repórter saiba, a miniatura esconde a pista para a localização de um tesouro histórico. Seu faro jornalístico é aguçado e ele e seu cão Milu são envolvidos numa trama de violência patrocinada por Saccarin.

A partir daqui a história segue o roteiro de O Caranguejo das Pinças de Ouro. Seqüestrado pelos asseclas do vilão e aprisionados no navio cargueiro Karabudjan, Tintim e Milu vão conhecer Haddock, o alcoólatra mas inocente capitão do navio e, juntos, impedir a concretização dos planos de Saccarin. A aventura os levará do meio do Oceano Atlântico ao deserto do Saara, de uma perseguição alucinante pelas ruas de uma cidade árabe no melhor estilo Indiana Jones, ao incrível duelo final no cais de Bruxelas com guindastes enormes.

O final da história salta novamente para outra aventura, usando a conclusão de Hergé para O Tesouro de Rackham, o Terrível. Um gancho óbvio já antecipa a seqüência que, desde o início, está prometida para Peter Jackson e será baseada nas histórias As Sete Bolas de Cristal e O Templo do Sol. A terceira e última parte da trilogia ainda não há diretor definido mas contará as histórias de Rumo à Lua e Explorando a Lua.

Mesmo quem nunca ouviu falar de Tintim não terá dificuldade para aproveitar o filme, que se sustenta por si. Mas aqueles que já o conhecem vão encontrar inúmeras referências e “ovos de páscoa” espalhados pelas cenas, o que torna a experiência cinematográfica ainda mais divertida.

As Aventuras de Tintim é um delicioso filme de ação e também é uma homenagem emocionante ao gênio de Hergé que recupera para as novas gerações uma das obras primas da arte dos quadrinhos.

Spielberg e Peter Jackson durante a produção da animação As Aventuras de Tintim. Foto de Andrew Cooper. Todas as fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução.

Este texto foi escrito por César Silva, editor do ótimo blog Mensagens do Hiperespaço, com edição final de Francisco Ucha.



Fotos do filme O Incrível Homem Aranha


Compartilho com os leitores deste blog quatro novas fotos do filme O Incrível Homem Aranha (The Amazing Spider-Man), produção que reinicia, no cinema, a saga de um dos personagens mais populares da Marvel. Dirigido por Marc Webb (de (500) Dias com Ela) e estrelado por Andrew Garfield (de A Rede Social), o filme conta ainda com Emma Stone, no papel de Gwen Stacy, namorada de Peter Parker. Finalmente um erro clamoroso cometido na primeira trilogia cinematográfica do cabeça de teia poderá ser corrigido.

Andrew Garfield como Peter Parker. Foto de Jaimie Trueblood.

O novo filme do Homem Aranha conta ainda com uma dupla de peso: Martin Sheen, interpretando Ben, o tio de Peter, e Sally Field, sua adorável Tia May (os dois aparecem na foto abaixo, ao lado de Andrew Garfield).

Hoje em dia Martin Sheen talvez seja mais lembrado como o pai do polêmico Charlie Sheen, o astro demitido de Two And a Alf Man. Mas ele atuou ao lado de grandes diretores como Francis Ford Coppola (Apocalypse Now) e Martin Scorsese (Os Infiltrados). A eterna Noviça Voadora também não fica atrás e atuou em grandes filmes. Quem não se lembra da mãe de Forrest Gump ou da ativista Norma Rae?

Para finalizar, uma foto do casal romântico Peter & Gwen. O amor é lindo e pode curar feridas. :-)
Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução. Basta clicar nelas.
© 2011 Columbia Pictures Industries, Inc.  All Rights Reserved.



Thor, Capitão América e Homem de Ferro: Os Vingadores


Quem poderia imaginar que um dia esses dois personagens aí de cima estariam dividindo a tela de cinema numa superprodução que reúne ainda o Homem de Ferro, Hulk, Hawkeye, Viúva-Negra e outros super-heróis da Marvel? Enfim… o dia está chegando. 27 de abril estréia no Brasil o filme Os Vingadores (The Avengers) e então os fãs poderão conferir se valeu a pena esperar tanto tempo. Sim, porque criar um roteiro bem amarrado para filme de ação com tantas estrelas dos quadrinhos juntas não deve ter sido tão simples. Como equilibrar a presença de todos eles em duas horas de filme e manter, digamos, uma certa coerência na história sem deixar tantos furos?

Para aumentar a desconfiança, o diretor Joss Whedon é um estreante nos cinemas. Até realizar o filme Os Vingadores ele só havia dirigido séries de tv. Vamos, então, aguardar o dia da estréia. Quem sabe, os fãs terão uma grata surpresa. Por enquanto, vamos curtindo algumas das fotos liberadas para divulgação. Na foto do alto, com Chris Hemsworth (Thor) e Chris Evans (Capitão América), foi clicada por Zade Rosenthal. E acima, claro, o Homem de Ferro voa para o sucesso.

Na foto de cima vemos Loki em ótima caracterização criada por Tom Hiddleston e, abaixo, um bate papo descontraído nos bastidores entre Robert Downey Jr., Joss Whedon, Chris Hemsworth e Chris Evans. As duas fotos também são de Zade Rosenthal. Para ver mais fotos de Os Vingadores, CLIQUE AQUI. E não deixe de ver e baixar AQUI um lindo desenho que a Marvel divulgou com todos os Vingadores juntos.

Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução. Basta clicar nelas.
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80 anos do Reizinho, de Otto Soglow


Além de Dick Tracy, outro personagem ícone dos comics americanos sugiu há 80 anos. Criado por Otto Soglow, o simpático The Little King começou a ser publicado em 1931 na conceituada revista The New Yorker. O traço de Soglow era muito elegante e sofisticado e seu Reizinho – como ficou conhecido no Brasil – logo ganhou fama e dois anos depois estrelava uma série de desenhos animados desenvolvida pela Van Beuren Studios. Na década de 1950 The Little King foi publicado também em revistas em quadrinhos pela Dell Comics (como a historieta abaixo, publicada em 1955). As histórias do personagem foram produzidas ininterruptamente até a morte de seu criador, em 1975.

Mas a boa notícia para quem curte quadrinhos clássicos é que a IDW Publishing promete lançar em março de 2012 um luxuoso livro de 432 páginas que resgata boa parte das tiras cômicas da principal criação de Soglow. O livro se chama Cartoon Monarch: Otto Soglow and the Little King e já pode ser encomendado no site da Amazon. Finalmente o trabalho do artista que inspirou uma geração de desenhistas ganha sua retrospectiva e poderá ser apresentado também às novas gerações. A IDW é a mesma editora responsável pela excelente coleção The Complete Chester Gould’s Dick Tracy, que publica desde 2006 todas as tiras de Dick Tracy desenhadas pelo seu criador, Chester Gould.

Para assistir a um dos desenhos clássicos do Reizinho, CLIQUE AQUI. A imagem do alto deste texto é um papel de parede exclusivo, presente deste blog, e que pode ser salvo em seu desktop. Todas as imagens podem ser ampliadas em boa resolução.



Surge Dick Tracy, de Chester Gould


Há 80 anos, o famoso detetive Dick Tracy fazia sua estréia no dia 4 de outubro de 1931. Sua tira diária inaugurou o gênero policial nos quadrinhos e começou a ser publicada no jornal Detroit Mirror que tinha uma circulação de 170 mil exemplares na época. O jornal parou de circular repentinamente em agosto de 1932, mas a tira criada por Chester Gould continuou e se tornou um grande sucesso, principalmente por causa dos vilões bizarros, que eram ainda mais esquisitos que os do Batman. Gould escreveu e desenhou sua tira até 1977.

As duas imagens que ilustram este texto são wallpapers exclusivos que podem ser baixados para serem usados em seu desktop.



A volta ao mundo de Quino e Mafalda


Talvez você nunca tenha ouvido falar de Joaquín Salvador Lavado, mas provavelmente o apelido que ele recebeu desde criança, sim: Quino, o grande desenhista argentino criador da Mafalda completa 80 anos em 2012. Uma boa pedida para homenageá-lo. Filho de imigrantes espanhóis, Quino nasceu em 1932 na província de Mendoza, na Argentina. Em 1945 ele nem tinha completado 13 anos e sofre a perda de sua mãe. Nesse mesmo ano, ao terminar o primário, decide inscrever-se na Escola de Belas Artes de Mendoza. Quatro anos depois abandona a Escola e começa a procurar emprego: queria trabalhar como desenhista de humor e de histórias em quadrinhos.

O começo foi difícil e ele não encontrava espaço na imprensa argentina para publicar seus desenhos. Até que em 1954, o semanário Esto Es (qualquer semelhança com o nome de alguma revista conhecida não será mera coincidência) começa a publicar seu humor gráfico periodicamente. A partir daí os trabalhos se intensificaram. Em 1963 lança seu primeiro livro – Mundo Quino – e no ano seguinte publica a primeira tira de sua maior criação: Mafalda.

Em 1969 Mafalda é publicada pela primeira vez fora da Argentina. A Itália teve a primazia e Humberto Eco, editor da coleção, escreveu sua apresentação. Em 1970, Mondo Quino também é publicado na Itália e em 72, na Espanha. No ano seguinte é a vez de França e Alemanha conhecerem a arte de Quino e sua Mafalda. Em 1973 é publicado o primeiro álbum de Quino em Portugal: Não me grite! (o desenho abaixo foi extraído desse álbum), que fora lançado um ano antes no México. Editado dentro da coleção Humor Com Humor se Paga, pela Publicações Dom Quixote, esse livro foi exportado para o Brasil numa época em que o artista começava a ser descoberto por aqui. Ou seja: o brilhante humor gráfico de Quino teve que rodar o mundo para, finalmente, ser conhecido pelos brasileiros! Chega a ser um absurdo que países vizinhos estejam tão distantes…

Para ler mais sobre Quino e Mafalda e ver mais imagens de sua famosa personagem, clique aqui (ou no link acima). Para saber mais, visite também o site oficial do artista argentino. A tira da Mafalda (acima) não está completa. Para ler o último quadrinho, clique nela.
Todos os desenhos que ilustram este texto podem ser ampliados em ótima resolução.



Henson e seus bonecos


Se vivo fosse, Jim Henson teria feito 75 anos no final de setembro. Morreu jovem, com apenas 53 anos, este grande manipulador de bonecos, criador de programas infantis de enorme sucesso como Vila Sésamo (Sesame Street) e Muppet Show. Estes começaram na tv em programas bem criativos e logo chegaram à tela grande, estrelando seus próprios filmes no cinema. A franquia, que agora pertence à Disney, continua viva até hoje: o novo filme dos Muppets estréia no início de dezembro no Brasil aproveitando as férias de final de ano (para baixar mais imagens desse filme, clique no link).

No cinema Jim Henson realizou produções de grande bilheteria. Dirigiu e escreveu O Cristal Encantado (The Dark Crystal) ao lado de seu amigo Frank Oz, filme com bonecos animados lançado em 1982. Quatro anos depois, dirigiu, colaborou no roteiro e criou os bonecos de outro grande sucesso do cinema, Labirinto (Labyrinth), um musical estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly.

Caco, o Sapo (chamado de Kermit the Frog nos Estados Unidos) é um de seus personagens mais conhecidos. Ele aparece num dos três simpáticos wallpapers criados para este blog com imagens de divulgação do novo filme da Disney (clique nas imagens coloridas para baixar cada papel de parede e enfeite seu computador).

Ele também é a estrela e se multiplica em dezenas numa pequena pérola da animação realizada por Oury Atlan, Thibaut Berland, Damien Ferrie, quinze anos depois da morte de Jim Henson, em 2005. Chama-se Overtime e o filme faz um emocionante tributo ao criador de bonecos (clique na imagem em preto e branco e assista).



Liniers vê os publicitários
10 novembro 2011, 0:44
Filed under: Comics - Quadrinhos, Liniers | Tags: ,


Esses dois quadrinhos aí de cima são só o início de uma das tiras da série Bonjour, de Liniers. Desta vez as vítimas são os publicitários. Para ler a tira toda, dê um clique nos quadrinhos e a tira do desenhista argentino aparecerá na tela de seu computador com toda a sua força irônica e deboche. Ou então compre o álbum Bonjour, lançado pela Zarabatana Books, que é ótimo! (Claro… é Liniers!)



As viagens de André Toral


Quando se lê uma história em quadrinhos criada por André Toral, logo se tem certeza de que aquelas páginas têm algo que a diferenciam de boa parte da produção do gênero. Não se trata apenas do seu traço marcante e dos criativos enquadramentos. Seus quadrinhos têm consistência histórica, roteiros minuciosamente elaborados e os diálogos dos personagens geralmente reproduzem o tempo e o local onde estão inseridos. Adeus Chamigo Brasileiro, verdadeira obra-prima que conta histórias sobre a Guerra do Paraguai, é fruto de uma profunda pesquisa acadêmica e foi sua tese de doutorado. “O quadrinho é uma linguagem tão boa quanto a literatura para se falar de ciência. O quadrinho não ilustra o texto, tem autonomia como linguagem”, disse Toral em entrevista publicada recentemente no Jornal da ABI.

Filho de dois destacados intelectuais – a historiadora e crítica de arte Aracy A. Amaral e o prestigiado artista plástico chileno Mário Toral –, desde criança o quadrinista conviveu num ambiente rodeado pela arte, mas chegou a ter complexo por não fazer uma “arte séria”, e sim quadrinhos. Puro engano. Sua obra é consistente e faz parte do que de melhor se produziu em hq no Brasil.

André Toral é antropólogo e atuou por trinta anos como indigenista a serviço de diversos órgãos públicos. Seu autor preferido é Hergé, criador de um personagem ícone das bandas desenhadas européias: Tintin. “Hergé me ensinou que hq é trabalho duro, nada vem fácil, tudo tem que ser construído”, disse. Mas ele confessa que tem uma relação “agoniada” com os quadrinhos: “Desenho muito devagar no lápis. Faço, não gosto; faço, não gosto; faço, gosto, acordo, não gosto, apago, faço de novo. Isso é defeito de quem nunca ganhou dinheiro com quadrinhos, como é o meu caso”, admite.

Seu envolvimento com essa arte começou na cultuada revista Animal. O álbum de estréia foi O Negócio do Sertão: Como Descolar uma Grana no Século XVII, premiado com o Troféu HQMix de Melhor Roteirista. Recentemente chegou às livrarias um novo álbum que reúne algumas das pequenas histórias publicadas na revista Brasileiros: Curtas & Escabrosas mostra que as narrativas não precisam ter muitas páginas para serem uma grande história. A maioria tem apenas duas. Pouco, mas o suficiente para Toral nos surpreender a cada quadrinho.

Eu e César Silva, editor do excelente blog Mensagens do Hiperespaço, entrevistamos André Toral para o Jornal da ABI. Ele nos contou também seu processo de criação e os perigos que enfrentou como antropólogo: “Eu não tinha a menor idéia do poder das pessoas com a qual a gente se batia, das ameaças concretas que estavam rolando”. Não é à toa que a leitura de seus quadrinhos é tão densa e prazerosa. “Faço uma história e ela vale pelo que se desenvolve. A travessia é o que conta, não é a chegada. A viagem é o importante”.

Para ler a entrevista, clique no link do Jornal da ABI (acima).

Todas as imagens publicadas podem ser ampliadas. Clique nelas.



A farsa de Guerra Nas Estrelas em blu-ray


Quando se fala em George Lucas nada mais me surpreende. É o caso do super-hipermegabadalado lançamento de toda a “saga” de Guerra nas Estrelas em blu-ray (caros leitores, me recuso a chamar essa franquia de “Star Wars” aqui no Brasil). Essa enganação que a Fox lançou recentemente com direito a uma enorme campanha de marketing e a contratação de “jornalistas especializados” para falar bem da caixa com os nove discos azuis, é lamentável porque simplesmente George Lucas não quis lançar a sua principal obra – os três primeiros filmes que iniciaram toda essa atual fanfarrada – em sua versão original!

Venhamos e convenhamos… a maioria das pessoas que assistiu aos três primeiros filmes nos cinemas (Guerra nas Estrelas; Guerra nas Estrelas – O Império Contra-Ataca; e Guerra nas Estrelas – O Retorno de Jedi) detestou a “segunda trilogia”, a começar pelo primeiro filme. A Ameaça Fantasma é pastiche que foi indicado ao prêmio Framboesa de Ouro de Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Ator Coadjuvante (Jake Lloyd; neste, foi o vencedor), Pior Atriz Coadjuvante (Sofia Coppola) e Pior Dupla (Natalie Portman e Jake Lloyd). Injustiça: Essa produção merecia ganhar nas categorias de Pior Filme, Diretor e Roteiro com sobras. E olha que boa parte do elenco é ótima! Porém, como já estamos cansados de saber, Darth Lucas não sabe dirigir. E isso é um grande problema para quem quer realizar um filme.

Só para se ter uma idéia de como esse lançamento foi odiado pelos fãs nos Estados Unidos, basta visitar a página desse produto no site da Amazon, uma das melhores lojas virtuais do mundo (sobre isso falarei em outro texto: a Amazon realmete tem um atendimento primoroso!). Nessa página vá direto ao tópico “Customer Reviews (Comentários dos clientes)” que fica mais embaixo e repare só: dos 1825 comentários postados, apenas 549 pessoas deram cinco estrelas para o produto (certamente os fãs na “nova” trilogia). A grande maioria – 1032 clientes – deu uma estrela e abominou o lançamento. A gritaria foi geral (VEJA AQUI)! A maior reclamação, claro, foi a de que Lucas mudou a trilogia original.

Por que será que ele não lança os três filmes como foram apresentados no cinema originalmente? Isso não é muito difícil de descobrir. Dinheiro, claro! Dominado há anos pelo seu lado mais negro, Darth Lucas brinca com os fãs criando subprodutos de sua obra-prima. E, com o poder da grana que tem, consegue convercer os incautos (e outros nem tão incautos assim) em suas artimanhas.

Mas, sejamos justos. Esse lançamento não é ruim de todo. Devo concordar que, dos nove discos que compõe a caixa, dois são interessantes:
– O disco 8 contém extras com os arquivos da trilogia original, incluindo cenas deletadas e extendidas, maquetes, artes conceituais e entrevistas do elenco, entre outras coisas;
– O disco 9 é composto por oito documentários curiosos.
Pronto, é isso! Só dois discos prestam! Muito pouco para o preço cobrado! No site da Livraria Cultura esse lançamento estava em “promoção” e custava a bagatela de R$299,90 no dia em que este texto foi postado. No site da Amazon também estava em promoção por US$86.99 (chega a ser absurda a diferença! Se você quiser comprar na Amazon, clique aqui: lá o produto é vendido com legendas em português). De qualquer maneira, é um custo muito alto por apenas dois discos!

Vamos ver agora quando o Senhor Darth Lucas irá se dignar a lançar os três filmes originais em blu-ray.

Um detalhe importante: Nos Estados Unidos o consumidor é respeitado. E sua opinião também é, coisa que geralmente não acontece no Brasil. Por isso a Amazon mantém as opiniões negativas dos consumidosres a respeito de um produto que ela mesmo está vendendo. A empresa sabe que, com essa medida transparenete, ela só tem a ganhar em credibilidade. Muito diferente do que acontece nos sites de comércio eletrônico do Brasil. Visite esses sites brasileiros e veja quais deles mantêm resenhas negativas dos consumidores sobre os produtos que vendem! Faça essa experiência! Normalmente todos os comentários são positivos! Chega a ser patético…



Sininho: um partido verde!


Mais um papel de parede fofo da Sininho para seu computador. Clique e baixe! E leia mais sobre as fadas da Disney AQUI!



Altas confusões do Shrek
9 outubro 2011, 20:03
Filed under: Animação, Shrek | Tags: , , , ,


As expressões do Shrek e do Rumpelstiltskin (ô nomezinho difícil de pronunciar) estão engraçadas nesta imagem. Mas tem alguma coisa fora do lugar aí… O que é? Clique e amplie em alta resolução. Se quiser, use essa ilustração insólita em seu desktop. Para baixar mais papéis de parede do ogro mais amado do cinema, clique aqui.



Sininho brinca com o mouse


Calma, calma. A fadinha Sininho não está na frente do computador postando no Facebook, mas sobre um ratinho. Somente em desenhos animados é que ratos e camundongos são bichos fofinhos e simpáticos…

Clique na imagem para baixar esse papel de parede em ótima resolução. Quer mais Sininho? Então, clique aqui.



Sininho enlouquece Um Blog em Quadrinhos!


É impressionante! Não sei o que está acontecendo! Desde terça-feira, fãs da Sininho estão visitando este blog incessantemente! Isso mesmo! A febre começou no dia 4 de outubro: a página da simpática fadinha da Disney já recebeu mais de 3.400 visitas!!! E a visitação continua aumentando. Essa página sempre foi uma das mais visitadas deste blog, ao lado de personagens como Homem-Aranha e Batman. Mas, nesta semana ela bateu todos os recordes! Somente na quarta-feira foram 1.782 visitas! Um sucesso! Como todos devem saber, Sininho é aquela simpática fada ciumenta que ficou famosa no clássico desenho animado Peter Pan, lançado em 1953, e que agora é a estrela de uma série de desenhos animados “ecológicos” produzidos pela Disney (leia este texto).

Em homenagem a esses fãs ardorosos que chegam a este Um Blog em Quadrinhos através de indicações de amigos e de pesquisas no Google, estou publicando esta postagem com diversas imagens em alta resolução. Elas podem ser baixadas para serem usadas como papel de parede no desktop de seu computador. Além disso, a fadinha da Disney ganhou um link só dela no menu à esquerda: Sininho/Tinker Bell. Divirtam-se fãs de fadas e faunos!


Quer baixar e ver mais imagens da Sininho (que agora insistem em chamar de “Tinker Bell”)? Então, CLIQUE AQUI agora mesmo!
Ok, ok… a imagem amarela acima já havia sido publicada no texto O NOME DELA É SININHO. Mas agora eu fiz um pequeno upgrade: ela está bem maior e com um corte diferente. Se Bill Gates pode fazer upgrade por qualquer coisa, por que eu não posso?




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